Projeto de Extensão Universitária

Engenharia Diagnóstica
aplicada à acessibilidade

Avaliação de danos estruturais em rampas, pisos táteis, corrimãos, escadas e rotas acessíveis para promover segurança, autonomia e inclusão.

Universidade FUMEC
Curso Engenharia Civil
Tipo Extensão Universitária

Acessibilidade é segurança, dignidade e inclusão

A acessibilidade não é apenas uma exigência legal. É uma questão de segurança, dignidade, autonomia e inclusão. Edificações com danos estruturais, falta de manutenção e ausência de inspeção comprometem o uso seguro dos espaços por pessoas com deficiência, idosos e crianças.

Este projeto de extensão da Universidade FUMEC conecta o conhecimento técnico da Engenharia Civil com a realidade dos espaços públicos, promovendo conscientização e educação sobre a importância da inspeção e do diagnóstico preventivo.

8+ pontos de acessibilidade analisados
NBR 9050 norma de referência
2026 ano de realização

Segurança

Identificar danos antes que se tornem riscos reais para usuários dos espaços construídos.

Inclusão

Garantir que todos possam usar os espaços com autonomia, dignidade e segurança plena.

Prevenção

O diagnóstico precoce reduz custos, evita acidentes e prolonga a vida útil das edificações.

Responsabilidade Técnica

O engenheiro tem papel fundamental na avaliação, orientação e correção dos problemas encontrados.

O que é Engenharia Diagnóstica?

"Engenharia Diagnóstica é a área da engenharia voltada à investigação técnica das condições de uma edificação. Ela busca identificar manifestações patológicas, compreender suas causas, avaliar riscos e orientar medidas corretivas ou preventivas."

Por meio de inspeções sistemáticas, ensaios, análise de documentação e observação técnica, o engenheiro diagnóstico é capaz de compreender o estado real da edificação e propor as intervenções necessárias para garantir segurança e funcionalidade.

01

Inspeção

Visita técnica presencial ao local para observação e identificação de manifestações visíveis.

02

Registro

Documentação fotográfica e escrita de todos os danos, anomalias e não conformidades encontradas.

03

Análise

Estudo técnico das causas, mecanismos de degradação e nível de comprometimento estrutural.

04

Diagnóstico

Conclusão técnica sobre o estado da edificação, grau de urgência e categorização dos problemas.

05

Orientação Técnica

Indicação das intervenções corretivas ou preventivas necessárias com priorização e plano de ação.

Elementos de acessibilidade inspecionados

Cada ponto de acesso pode apresentar danos específicos que comprometem a segurança e autonomia dos usuários.

Rampas

  • Inclinação inadequada acima de 8,33%
  • Trincas e fissuras na superfície
  • Desníveis e irregularidades no piso
  • Ausência de corrimão bilateral
  • Superfície escorregadia

Piso Tátil

  • Piso tátil danificado ou quebrado
  • Descontinuidade na rota tátil
  • Obstáculos sobre o percurso
  • Cor sem contraste com o entorno
  • Ausência em áreas obrigatórias

Corrimãos

  • Corrimãos soltos ou instáveis
  • Altura inadequada (fora do padrão)
  • Ausência em um ou ambos os lados
  • Material deteriorado ou com ferrugem
  • Sem extensão nas extremidades

Escadas

  • Degraus irregulares ou desgastados
  • Ausência de sinalização de borda
  • Espelhos faltando ou quebrados
  • Infiltrações nos degraus
  • Iluminação insuficiente

Rotas Acessíveis

  • Obstáculos fixos no percurso
  • Largura insuficiente de circulação
  • Piso irregular ou escorregadio
  • Falta de espaço para manobra
  • Rota descontinuada ou bloqueada

Sinalização

  • Sinalização inexistente ou danificada
  • Pictogramas sem legibilidade
  • Ausência de sinalização em Braille
  • Posicionamento inadequado
  • Sem contraste visual suficiente

Áreas de Circulação

  • Áreas com desníveis sem demarcação
  • Piso desgastado com risco de queda
  • Falta de área de descanso
  • Iluminação deficiente
  • Ramificações mal indicadas

Danos estruturais que comprometem a acessibilidade

Estas manifestações patológicas são as mais frequentes em pontos de acessibilidade e exigem avaliação técnica imediata.

Trincas e Fissuras

Aberturas na superfície de concreto, argamassa ou revestimento que indicam tensões, recalques ou movimentos estruturais.

Infiltrações e Umidade

Penetração de água que causa eflorescências, manchas, mofo, corrosão de armaduras e deterioração dos materiais.

Desníveis e Recalques

Diferenças de nível não projetadas causadas por movimentação do solo, que tornam o piso irregular e perigoso.

Desgaste Superficial

Erosão progressiva da superfície por uso, intempéries ou materiais inadequados, reduzindo aderência e segurança.

Falhas de Execução

Problemas oriundos da fase de construção: inclinações erradas, espaçamentos inadequados, fixações impróprias.

Falta de Manutenção

Ausência de inspeções periódicas e intervenções preventivas que permite a evolução dos problemas existentes.

Materiais Deteriorados

Degradação de corrimãos, pisos e revestimentos pela ação do tempo, clima e ausência de proteção superficial.

Sinalização Inadequada

Ausência ou deterioração de placas, pictogramas e demarcações que orientam e alertam os usuários.

Checklist de avaliação de acessibilidade

Utilize esta lista de verificação durante a inspeção de pontos de acessibilidade. Cada item representa um aspecto crítico para a segurança e conformidade com a NBR 9050.

Marque os itens verificados para acompanhar o progresso da sua inspeção.

Checklist de Inspeção — NBR 9050

Metodologia do projeto

O projeto foi desenvolvido de forma estruturada, combinando pesquisa teórica, observação de campo e produção de material educativo.

1

Pesquisa Bibliográfica

Revisão das normas ABNT e literatura técnica sobre patologias e acessibilidade.

2

Estudo de Normas Técnicas

Aprofundamento nas NBR 9050, 16747 e 15575 para embasamento técnico.

3

Observação de Elementos

Visita aos pontos de acessibilidade para registro e análise visual dos problemas.

4

Registro Visual dos Problemas

Documentação fotográfica e descritiva das anomalias identificadas.

5

Análise dos Danos Encontrados

Classificação por tipo de patologia, grau de urgência e impacto na acessibilidade.

6

Produção de Material Educativo

Criação de folder informativo e apresentação para comunicar o tema com clareza.

7

Apresentação na Escola

Visita educativa para alunos do ensino médio de escola parceira.

Abril — Fase 1
Pesquisa Teórica
Revisão bibliográfica, levantamento de normas e conceitos fundamentais sobre engenharia diagnóstica e acessibilidade.
Abril — Fase 2
Levantamento e Observação de Campo
Visita técnica, registro fotográfico e identificação das manifestações patológicas nos pontos de acessibilidade.
Maio — Fase 3
Análise dos Dados
Sistematização das informações coletadas, classificação dos danos e elaboração do diagnóstico.
Maio — Fase 4
Criação do Material Educativo
Desenvolvimento do folder informativo e dos recursos visuais para a apresentação educativa.
Junho — Fase 5
Apresentação na Escola
Visita à escola parceira com apresentação do projeto, material educativo e atividade de conscientização.

Material Educativo

Para comunicar o tema de forma acessível, o projeto produz um folder informativo destinado a estudantes do ensino médio e ao público geral.

O que é acessibilidade?

Conceito de forma simples, com exemplos práticos do dia a dia.

O que é Engenharia Diagnóstica?

Explicação da área técnica e sua importância para a segurança das edificações.

Problemas comuns em pontos de acessibilidade

Exemplos visuais de danos e suas consequências para o usuário.

Checklist de observação

Lista prática que qualquer pessoa pode usar para identificar problemas básicos.

Importância da prevenção

Como a inspeção regular evita acidentes, custos e exclusão social.

"Um espaço acessível é um espaço para todos."

Mockup visual do folder educativo

Referências Bibliográficas

ABNT NBR 9050

Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2020.

ABNT NBR 16747

Inspeção Predial — Diretrizes, conceitos, terminologia e procedimento. Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2020.

ABNT NBR 15575

Edificações habitacionais — Desempenho. Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2013.

Helene, Paulo

Patologia das Construções — Manual de Reparo, Proteção e Reforço de Estruturas de Concreto.

Thomaz, Ercio

Trincas em Edifícios: causas, prevenção e recuperação. São Paulo: PINI/IPT, 1989.